3.4.09

en abril brotan muertos por todas las esquinas




Llegaremos un día demasiado temprano y no habrá ni claveles que poner sobre nuestros fusiles. Tendremos que dar vuelta. Otro día ni iremos, les mandaremos fotos de lo que habría sido y quedarán contentos. Hay días para todo, también de la desgana. Pero ellos vendrán siempre, ellos siempre vinieron, quien tiene más, más quiere y no se cansan nunca. Nosotros, cada vez, hemos muerto de nuevo, y no hay nada que llene las ganas de vacío... Bueno, si, las canciones, nos quedan las canciones, y las pocas palabras que las pueblan por dentro, melodías marcadas que mueren con nosotros cada vez que hemos muerto... Recuerdo una en las manos… Como en el aire, ando como enhebrando agujas en el aire, con ese nombre propio que duele un poco más, como en el aire, ando como enhebrando agujas en el aire, como en el aire, con ese nombre suyo que duele un poco más.  Las guerras se hacen siempre para que los perdedores las sigamos perdiendo. Hablarán de nosotros, ellos, se reirán, nos pisarán y matarán cada una de las veces que relaten los hechos. Nosotros, simplemente, seguiremos perdiendo, pensando que llevamos el amor con nosotros, el amor, los vencidos, el olvido, la muerte…

16 comentarios:

  1. Si, nos quedan las canciones...


    http://www.youtube.com/watch?v=15JfnrqBqSI


    Não posso ouvir falar destas coisas, assim...

    Solta-se-me a fera adormecida em mim e já só me apetece cavalgar, cavalgar, incendiar palácios, dinamitar bacanais, fazer explodir parlamentos...ressuscitar os mortos em armas e avançar sobre Lisboa e Madrid...

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  2. Entre ti, Condado, o Jonas e Abril, tanto Abril, fico sem compreender porquê é da dor que nasce a beleza, como da chuva, esta chuva mansa de hoje.

    Só da exaustão é que não nasce nada.

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  3. Para colocar a hora, vais a "definições", depois "formatação", procuras "fuso horário" e depois GMT +1, hora de Madrid, por exemplo, ou de París, como prefiras. (`_^)

    Virei perita em definições, sapiente em indefinições.

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  4. Gostei desta exolicação ao Condado, em Português...
    Já não percebo nada: afinal sois ambos 'castelhanos' ou portugueses?
    Ou nem uma coisa nem outra, como eu?

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  5. Com licença do Condado, pela usurpação do espaço

    Não vais acreditar, Jonasito, mas tem dias, cada vez mais, em que me surpreendo a matutar em português... ou coisa parecida. Mas também não me admira, sendo a minha língua materna e o meu Tetembuatubia o castelhano, em que já quase apenas falo, menos penso e nada escrevo.

    Deve ser por isso que não tenho nem tive nunca pátria nem bandeira: apenas ser e estar, e isso também cada vez menos.

    O Condado entende-me, em qualquer língua ou nenhuma.

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  6. Ta bem, sempre quis ser taberneiro e ter clientes assim a falar nas mesas... Venham mais cinco, estão todos convidados!

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  7. escusavam de me fugir os dedos para escrever 'exolicação', quando afinal era 'explicação' que eu queria dizer...

    (Não vão os castelhanos pensar que existe uma palavra EXOLICAÇÃO...
    ;))

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  8. A gente que é gente percebeu, Jonasito: mesmo aos grandes lhes fogem os dedos (a outra possibilidade, "exfoliação", não achei que fosse...) (`_^)

    Enquanto continuo sem nada para dizer vou ocupando caixas de comentários alheias.

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  9. Os mortos non están mortos mentres alguén os lembre. E as causas como a da liberdade sempre vive se hai cando menos unha persoa que loita por elas. Abril, sempre abril!

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  10. Abril será sempre Abril, enquanto formos vivos e lúcidos, ditem os senhores do mundo (e da guerra) o que ditarem!

    As canções estão aí, para relembrarem aos mais esquecidos o que são gritos de liberdade! Venham mais cinco, mil e muitos mais! Sempre... :)

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  11. numa guerra perdem todos... os de um lado, os de outro, os que viram depois...
    beijos

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  12. Aínda que desgraciadamente, algunhas veces, os mortos están ben mortos Torre, pero está ben non esquecer o que fixeron...

    Abril sempre Teté, como gosto desse teu vestido tão vermelho (*_´)

    Concordo ca guerra non ten sentido LM, por iso mesmo é que, sempre, a perdemos os mesmos

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  13. Haces bien en recordarnos el día 1, para que no se nos olvide … pero hoy sigue siendo abril y es 14 … y en unos días será 25 y ya podemos empezar a darnos un banquete de canciones. Es verdad que perdemos casi todas las guerras, pero ganamos hermosas batallas y con cada una empujamos la Historia hacia adelante…

    Besos siempre, con voluntad de ganar, quizá de otra manera, insospechada todavía para nosotros, algún día

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  14. La sensación es: 14 abre el baúl y la sonrisa / 25 el beso y la emoción. Todavía, que no es poco. En realidad no se está mal de muerto, o de perdido que se cree tan lleno de razones, como yo, y al cabo, las canciones son las tiritas para que no nos duela. Bueno, un beso, y un brindis desde el suelo, donde mejor se conservan los vinos, hoy, por ejemplo, un Borba de cerca de tu tierra

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  15. sara jess30.4.09

    pero que non Viva tan lonxe...

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                       De mi Banco de...              Para que no me olvi...              De Pancho Salmerón           ...